Angola, Brasil, Cabo Verde e Timor vão fazer parte da administração da UN Women, uma nova agência das Nações Unidas que agrupará quatro agências (UNIFEM, DOW, OSAGI e INSTRAW) e irá ser chefiada pela ex-presidente chilena Michele Bachelet.
A eleição para a direcção da UN Women, cuja missão é a promoção da igualdade de género e o reforço dos poderes das mulheres, teve lugar em Nova Iorque, no Conselho Económico e Social (ECOSOC) da ONU.
É de salientar a escolha de Timor, que entrou tarde na corrida (a candidatura foi apresentada há dez dias), entre os onze países asiáticos candidatos aos dez lugares reservados para este grupo. Contudo, a eleição não terá sido alheia ao afastamento do Irão, cuja presença era considerada incómoda, face às acusações de violação dos direitos humanos, em particular dos direitos das mulheres.
Zacarias Albano da Costa, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor, disse que “esta eleição é mais uma vitória da diplomacia timorense, que acresce à eleição de uma timorense para o comité CEDAW e mostra como, trabalhando com honestidade e competência e apresentando os argumentos certos, Timor vai-se afirmando na cena política internacional”. Acrescentou que este “é um dia de grande satisfação para Timor e para os timorenses” e que estes devem “estar orgulhosos do trabalho da nossa diplomacia”.
A UN Women começara a sua actividade no próximo dia 1 de Janeiro, com um orçamento de 500 milhões de dólares, o dobro do valor que está afectado às quatro agências que vai aglutinar.






