Como sabem, as traduções não se devem fazer literalmente, palavra a palavra, frase a frase. Para haver uma correspondência semântica é necessário que se analise o sentido, a conotação, das palavras ou das frases que se quer traduzir e procurar fazer a sua correspondência de sentido na língua para a qual se traduzem essas palavras e essas frases.
É claro que, muitas vezes, a tradução literal de uma palavra ou frase respeita o sentido original. Isto acontece porque o sentido ficou cristalizado a nível global e as diferenças resumem-se meramente a questões ortográficas e fonéticas, que variam em função da língua, da história e da cultura de cada país.
No entanto, como não dominamos todas essas áreas de todos os países, o que é perfeitamente natural, a tradução literal, mesmo nestes casos, deverá ser evitada, porque só a posteriori, depois de se traduzir semanticamente, é que se pode comprovar que a tradução literal daria o mesmo resultado.
Considerando que os três idiomas mais utilizados no universo lusófono são o Português, o Castelhano e o Inglês, darei aqui alguns exemplos de traduções que, no meu modesto entender, acrescentam ruído à Língua Portuguesa e entram na categoria daquilo a que chamo, segundo melhor opinião, Anglo-Castelhano-Aportuguesado.
* Corporativo – Inglês: corporative – Português: Empresarial;
* Conexão – Inglês: connection – Português: Ligação;
* Embaraçada – Castelhano: embarazada – Português: Grávida;
* Chove cães e gatos – Inglês: it’s raining cats and dogs – Português: Chove a cântaros;
* Facilidade – Inglês: facility – Português: Fábrica, Instalações;
* Presunto – Castelhano: presunto – Português: Presumível;
* Respondentes – Inglês: respondents – Português: Inquiridos;
* Acento – Inglês: accent – Português: Sotaque;
* Logomarca – Inglês: logomark – Português: Logotipo;
* Racha – Castelhano: racha – Português: Período;
* Bastardos Inglórios – Inglês: inglorious bastards – Português: Canalhas sem Vergonha (ou outra semelhante);






