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Brasileiro: a nova língua oficial portuguesa

Colocado por em Ago 11th, 2010 na(s) categoria(s) Fotos, Língua, Videos. Pode seguir todos os comentários a este texto através de RSS 2.0. Pode comentar ou fazer trackback deste texto

Os portugueses usaram a língua portuguesa durante oito séculos. Súbita e surpreendentemente, em duas legislaturas, os socialistas no Governo do país promoveram um acordo ortográfico onde se vai falar e escrever a linguagem brasileira. A língua portuguesa, que tinha na sua matriz as línguas clássicas, o grego e o latim vai, com este acordo, passar a ter como matriz o dialecto das favelas brasileiras. Deixamos assim de ter como mãe a língua de Camões, para passar a ter a de um qualquer assassino faveleiro com os neologismos em que eles são peritos. Eles inventam palavras diariamente e nós vamos ter de as usar.

a_portugues3.jpg Na verdade, isto só é possível com os socialistas no Governo. A ânsia de promover reformas foi tão grande que não se olhou a meios e para além de outras tentativas, em outros sectores da sociedade portuguesa, com nefastos resultados, também tinham que promover a alteração da escrita e da linguagem. No caso do Acordo Ortográfico, até é mais grave porque está-se a mexer numa língua multisecular e a prestar um mau serviço a Portugal e ao Brasil. Estamos a ser vítimas da segunda colonização brasileira a Portugal, depois das Invasões Francesas e da fuga do Príncipe D. João, filho da Rainha D. Maria, e toda a sua corte para o Rio de Janeiro, passando a capital do país para esta cidade e Portugal funcionando como colónia brasileira.

O Brasil impôs-nos a sua grafia do português; dizem alguns académicos brasileiros que este acordo representa a concretização de um sonho de unificação da grafia da língua portuguesa que já vem de há mais de 100 anos. Imagine-se os americanos a imporem a sua grafia aos ingleses. Os ingleses deram a sua língua aos americanos e estes fizeram dela o que quiseram, sem necessidade de acordos ridículos. As línguas modernizam-se e actualizam-se, vão mudando lentamente sem necessidade de acordos como este que as penalizam. Os ingleses, espanhóis e holandeses não necessitaram de acordos com as suas antigas colónias para promoverem as suas línguas.

Portugal teve, com este acordo, uma grande oportunidade histórica para mostrar a importância da sua língua, mas pelo contrário agachou-se perante os interesses dos brasileiros. Os portugueses prestam-se a tudo! Os brasileiros riem-se de nós, face a tão descarada submissão. Contam anedotas ridicularizando os portugueses, até já se prontificam para nos emprestar dinheiro se for necessário…

O mais interessante nisto tudo é que os pseudo-intelectuais socialistas madeirenses, aqueles que se acham o supra-sumo, essas mentes luminosas que se opõem a tudo, não abrem o bico sobre esta atrocidade e este crime de lesa-pátria. O que não diriam Camões, Gil Vicente, Alexandre Herculano, Guerra Junqueiro, Eça de Queiroz, Camilo, Ramalho Ortigão, Júlio Dinis, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio e outros, se pudessem pronunciar-se? Não entendo como é que uma pessoa do calibre intelectual do Professor Malaca Casteleiro, esteve envolvido nesta atrocidade. Com este acordo oficializado, entendo que deixa de fazer sentido a existência do Instituto Camões, que se dedica à divulgação da língua portuguesa. Promova-se o Instituto da língua brasileira e que se lhe dê o nome de um faveleiro qualquer.

Aqui na Madeira só vejo a luta inglória do romancista Duarte Afonso contra este abominável acordo! São vários os artigos que tem escrito para promover a cruzada contra o maior crime que se ousou fazer à língua portuguesa. Poucos mais, aqui na Madeira, se pronunciaram sobre isso! Infelizmente, é também inglória a luta de Vasco da Graça Moura, um dos mais eméritos linguistas portugueses. Toda a classe científica do país e todos os concelhos científicos das universidades estão contra este acordo. Mas o Governo insiste nele! Falta saber quem vai mandar na língua, embora suspeitemos de que serão os brasileiros. Até o Professor Malaca Casteleiro, que já deve estar arrependido de ter estado na elaboração de semelhante anátema contra a sua língua mãe, já lamenta a forma desorganizada como se está a avançar para a aplicação desse malfadado acordo.

Dizem os promotores do nefasto acordo, que com ele se promove a nossa língua nos países da CPLP e no mundo. De qualquer modo, esta não é a melhor forma de promover uma língua, adulterando-a e amesquinhando as suas raízes. Parece-me que esta dita promoção da língua nos países da CPLP está a servir para o regabofe dos políticos portugueses que à sua conta, hoje em dia, se pavoneiam por esses países à conta do erário público. Que importância tem o acordo ortográfico para os povos da CPLP? Estes povos vivem numa pobreza quase extrema, para eles o acordo ortográfico não tem importância nenhuma ou tem uma importância secundária. Estes povos não têm escolaridade ou têm-na muito reduzida; para eles, o mais importante é garantir o pão para alimentar a sua fome e pouco se preocupam com acordos ortográficos. Como será feita a promoção do acordo junto do povo? Qual será a reacção desse povo face ao acordo? Provavelmente, perguntarão de que é que se está falando e o que têm a ver com isso!

Se se entende que a língua portuguesa tem futuro com este acordo ortográfico, porque razão é que há países da CPLP que ainda não o ratificaram? Porque razão Moçambique aderiu à Comonwelth? Porque falam tanto nos países da CPLP se este acordo é apenas para fazer o jeito aos brasileiros? Em termos de educação, como é que os professores vão corrigir os erros dos alunos, se eles podem escrever de qualquer forma?

Com este acordo, a língua portuguesa perdeu aquilo que tinha de mais belo – a sua fonia. A RTP a nível nacional continua a promover um programa sobre a língua ou a forma como se escrevem as palavras, que com este acordo deixa de ter significado. Para já não falar, porque seria fastidioso, nas contradições do próprio acordo ortográfico e as ambiguidades tão grandes que contém; há casos em que não sabemos o que fazer. Neste momento, ninguém sabe aplicar o acordo. Há palavras que deixam de ter hífen e outras mantêm o hífen. Ou ainda Egipto em que o acordo deixa cair o “p” e egípcio, em que o acordo o mantém e espectadores que passam a ser espetadores. Várias são as contradições deste género que não se entende a sua lógica!

Seguindo os critérios da linguagem das favelas, os brasileiros colocam nos bebés os nomes mais disparatados; por este caminho, ainda vamos ter portugueses a se chamarem “1,2,3 de Oliveira 5” ou “João Casou de Calças Curtas”, como é frequente no Brasil. E viva o pagodge!

Fonte: Emanuel Janes – Jornal da Madeira – 11/08/2010

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51 Comentários para “Brasileiro: a nova língua oficial portuguesa”

  1. J. Antelmo diz:

    Abundam as asneiras ditas e escritas sobre o Acordo Ortográfico.
    Não me refiro a alguns argumentos e a certas posições contra o Acordo que, sendo discutíveis, têm fundamento lógico, linguístico e histórico; falo de outro tipo de afirmações, vindas de gente que não leu (ou, pelo menos, não percebeu) o texto do Acordo, fala por "ouvir dizer" e acha muito interessante ser contra a corrente.

  2. J. Antelmo diz:

    Dizer, por exemplo, que "súbita e surpreendentemente, em duas legislaturas, os socialistas no Governo do país promoveram um acordo ortográfico onde se vai falar e escrever a linguagem brasileira", além de suscitar desde logo a questão da correcção do português utilizado ("um acordo ortográfico ONDE se vai falar") , é completamente falso.
    Primeiro, falar de "socialistas" e de "duas legislaturas" a propósito do Acordo denota, pelo menos, falta de atenção: o Acordo, que fora negociado durante longos anos, foi assinado em 1990, era PM o Prof. Cavaco Silva, pouco suspeito de ser socialista.
    Quanto às diatribes contra os brasileiros, os “assassinos favelados” e a outras delicadezas, não direi nada porque não vale a pena.
    Mas há outros dislates:

  3. J. Antelmo diz:

    Continua a confundir-se “língua” com a sua grafia. Recorde-se que Fernando Pessoa, que se opôs à Reforma Ortográfica feita no seu tempo, escrevia com a grafia anterior (pharmácia, por exemplo). Veio algum mal ao português por causa dessa alteração? A minha Mãe, que morreu aos 82 anos não há muito tempo, continuou, irredutivelmente a assinar as cartas que me escrevia com “Mãi”. Ninguém se preocupou, nem ela nem eu.
    Outro equívoco muito repetido é o de que, porque “as línguas modernizam-se e actualizam-se, vão mudando lentamente” não há reformas da escrita impostas por via administrativa ou legal; redondo erro. Todas as principais línguas de cultura, incluindo o inglês (quer o falado nas Ilhas Britânicas quer o falado na América), o francês e o chinês, sofreram reformas impostas. Basta uma superficial pesquisa na net para saber isso.

  4. J. Antelmo diz:

    Este encarniçamento contra o Acordo é muito estranho e parece basear-se em mitos, conservadorismo serôdio ou mera falta de informação.
    Mas não é grave: o Acordo existe, está em vigor e, mais cedo ou mais tarde, vai ser utilizado pela esmagadora maioria dos locutores de português, favelados ou não, brancos, pretos, asiáticos ou mestiços.

  5. Lauro diz:

    Noto um grande complexo de inferioridade de muitos portugueses nessa questão. Dizem que o Brasil impõe o acordo a Portugal, que falarão como nós, etc, etc. Ora, pelo que sei, foi o governo português que assinou esse acordo e foi aprovado pelos políticos portugueses, não por nós; políticos estes que foram eleitos pelos próprios portugueses.
    Além disso, os insultos xenófobos aos brasileiros num artigo de jornal mostram que Portugal é mesmo um país com sérios problemas com relação a xenofobia. É um país muito racista, infelizmente, e com muitos complexos de inferioridade.

  6. Lauro diz:

    "Os brasileiros riem-se de nós, face a tão descarada submissão. Contam anedotas ridicularizando os portugueses, até já se prontificam para nos emprestar dinheiro se for necessário…"

    Acho que esse é o grande problema deste senhor que assina o artigo.

  7. ana diz:

    Este pseudo artigo é daquela espécie de coisas que nos fazem perder tempo. Vergonha. E Vergonha também para quem divulga estas coisas. Melhor será, perante isto, nem sequer divulgar.

  8. paralaxe diz:

    Obrigado, Ana, pelo seu comentário!

    Vinícius de Morais dizia que "a vida é arte de encontro, embora haja tanto desencontro na vida".

    A diversidade de cores contribui para a beleza paisagística de qualquer lugar.

    A Lusofonia é um sentimento em construção, onde cabem todos os prós e os contras que a farão cimentar.

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  9. Aurelio diz:

    Se eu fosse o autor do artigo mudaria de país. Se ainda assim não fosse suficiente, mudaria para Marte. O menino não tem a mínima condição de viver em sociedade. Se ele é realmente letrado, começo a ter dúvidas sobre o sistema educacional dessa ilha africana que pertence a Portugal.

  10. João Antelmo diz:

    Dizer que “Portugal é mesmo um país com sérios problemas com relação a xenofobia” ou “noto um grande complexo de inferioridade de muitos portugueses” ou “é um país muito racista, infelizmente, e com muitos complexos de inferioridade”, é ter uma posição igual à do autor do lamentável artigo. Ambos tomam a parte pelo todo, generalizam sem base nenhuma, insultam um povo e um país só porque um idiota disse umas asneiradas.

  11. Gedson Oliveira diz:

    Os bandidos Brasileiros que nós temos aqui nas favelas ao qual estão impondo a sua língua (segundo o comentarista acima) assinado e acordado pelo governo Português, na verdade são os pais e avós dos Portugueses que nos colonizaram, pois é de ciência de muitos, que o Brasil serviu de porta de escape para muita gente que não presta de Portugal, muitos bandidos, que exploraram e enriqueceram às custas do nosso povo e nossa riqueza natural. Hoje, a sua representação (acima) chora o inverso, pois o Brasil não precisa roubar nada de ninguém, muito menos explorar humildes trabalhadores de países subdesenvolvidos para se tornar uma das grandes potências mundiais como tem se tornado.

    Viva o Brasil!!!
    Salvador – Bahia / Primeira capital do Brasil, capital da América.

  12. paralaxe diz:

    Obrigado Gedson Oliveira, pelo seu comentário!

    Parece-me que o Gedson está a dramatizar. Malandros sempre houve, há e haverá em toda a parte, não é só no Brasil e em Portugal.

    Por outro lado, não se esqueça que Portugal não "exportou" só malandros, mas também reis, rainhas, princesas, condes e duques; foram estes que fizeram, ou aceitaram, a independência da colónia brasileira (hoje, um rico país e em expansão).

    Além disso, a maior parte dos brasileiros descende dos portugueses, e não estão todos nas favelas, felizmente…

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  13. cjorgeneves diz:

    A língua portuguesa foi vendida como um artigo de retalho por “políticos”, que gostam de aparecer na fotografia. Seria mais barato e fácil que Portugal simplesmente adoptasse a ortografia oficial brasileira, ficavam todos contentes com a projecção do português no mundo.

  14. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Jorge Neves.

    As questões da língua, de qualquer língua, não se resumem a uma contabilidade de "deve e haver", não se prende (não se deve prender) com a economia dos recursos financeiros e sim com a identidade de cada país. Como sabe, a língua é um dos símbolos de coesão de um povo, tal como são a bandeira, o hino nacional, o território, a cultura; todos juntos, identificam um povo, uma pátria.

    Quererá o Jorge trocar o samba pelo fado? Quererá o Jorge trocar os "Bronzes da tirania…" pelos "Heróis do Mar…"? Quererá o Jorge trocar a "Ordem e Progresso" pela "Esfera Armilar"? Estou convencido que não…

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  15. Danilo diz:

    Vejo na suposta crítica ao acordo, um pretexto para expor um engodo pessoal, extremamente equivocado e discriminatório. Não vejo razão para tanto ódio com relação a um acordo ortográfico, que vale salientar é político e não foi imposto pelos brasileiros, foi acordado entre autoridades de ambos os países.Nota-se despreparo na construção do texto, que está baseado claramente em estereótipos e clichês preconceituosos a respeito do Brasil.

    Moro em Portugal e prefiro crer na harmonia da diversidade, na união dos brasileiros e dos portugueses ao invés de pregar o ódio entre nações sob o pretexto descabido de que estamos "impondo'' uma nova maneira de falar português.

    A língua portuguesa é de todos: dos portugueses, dos africanos e dos brasileiros ("favelados'' ou não).

  16. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Danilo.

    O título do artigo é somente uma "provocação" para agitar o debate sobre a questão do Acordo Ortográfico.

    Entretanto, como referiu acima, o AO foi "cozinhado" pelos políticos de ambos os países, praticamente sem consulta aos entendidos na matéria.

    Por outro lado, a sua implementação está longe de ser consensual, quer dos dois lados do Atlântico, quer dos outros países lusófonos.

    Além disso, o AO tem irregularidades manifestas mesmo considerando só os seus próprios artigos: o que é dito num lado, é ultrapassado noutro lado, deixando uma amálgama de imprecisões.

    Acresce que, do lado brasileiro também se facilita "alegremente" em alguns casos:

    Handebol em vez de Andebol (o H é mudo, mas como no Brasil é "pronunciado", fica.
    Ficção – no AOL o C é para retirar, mas como no Brasil se "pronuncia", fica.
    Espectador – no AOL o C é para retirar, mas em Portugal não se diz espetador (aquele que espeta), mas sim espèquetador (o que assiste a espectáculos).

    E por aí vai…, como se diz no Brasil.

    Cumprimentos – Carlos Pereira
    grupo.paralaxe@gmail.com

  17. pedro alves diz:

    Este senhor não esta a ver as coisas de forma correcta.

    A Língua Portuguesa nunca foi estática, foi evoluindo ao longo dos séculos, adoptando palavras dos dialectos africanos, e das línguas asiáticas e espalhando palavras de origem portuguesa para línguas de todo o mundo, incluindo o japonês.

    O acordo ortográfico era necessário; na minha opinião foi curto, devia-se resolver de vez a questão, e eliminar os acentos agudos em palavras como ecónomia e circunflexos em ecônomia.

    Com isto é que a língua ficava uniformizada de vez, e devia-se ter retirado este assento.

    Depois, caso este senhor não saiba, nos states existem muitas palavras diferentes do inglês de Inglaterra, do chamado british BBC, os americanos escrevem várias palavras de formas diferentes.

    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British

    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British

    A vantagem do inglês é que não tem acentos, se não as diferenças ainda seriam maiores.

  18. pedro alves diz:

    No castelhano igual; o castelhano na Argentina tem muitas diferenças em relação ao castelhano de Espanha. A Argentina, e penso que o México, até tem uma entidade denominada de Instituto da Língua Castelhana Argentina, ou algo do género.

    Por exemplo, na Espanha cavalo escreve-se caballo, na Argentina escreve-se cabajo.

    Este acordo fazia falta, visto que sem ele o Português nunca chegaria a língua oficial das Nações Unidas e assim vai ser.

    Depois, nós não podiamos ficar aqui agarrados ao passado, porque corriamos o risco de ficar isolados, ou você queria que ficássemos aqui com o nosso português sozinhos? Para além disso, não se esqueça que a língua portuguesa conheceu grandes mutações; caso isso não acontecesse ainda hoje falávamos todos o português arcaico do sec XIII.

    Depois, as diferenças entre o nosso português e o português que o Brasil escreve foram-se adensando porque depois da independencia do Brasil, em 1822, e só no estado novo é que se deu importância a esta questão; só aí se começou a resolver a questão.

  19. pedro alves diz:

    Para além do mais, eu apoio este acordo, porque este acordo ortográfico vai afastar a nossa língua do castelhano, o que é bom para o Português.

    Acredito que o senhor que escreveu este texto seja patriota, mas penso que não está a ver as coisas de forma correcta, sobretudo ao nível da geo-política e geo-estratégia.

  20. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Pedro Alves.

    1) Quanto à evolução da LP, é um facto que ela, como todas as outras, sofre evolução ao longo dos tempos, e vai incorporando vocábulos de outras línguas. Mas repare que não se trata aqui de Léxico (palavras, termos, etc.) mas sim de Ortografia e Sintaxe

    2) Quanto à acentuação da palavra economia, o amigo Pedro está a laborar em erro; esta palavra não é acentuada, nem em Portugal, nem no Brasil, nem em qualquer outro lugar. No entanto, percebe-se o sentido, pois deve estar a referir-se a económico e econômico.

    3) No que respeita à língua inglesa, como referiu (e bem) ela não tem acentos, a diferenciação na pronúncia faz-se de outras maneiras, incluindo a transmissão oral. Mas a Língua Portuguesa recorre à acentuação para a diferenciação. Com o novo AO, há palavras que serão mal pronunciadas pela falta do "c", ou do "trema", por exemplo: a palavra "afetar" (sem o "c") irá pronunciar-se [afetar] e não [afètar]; a palavra "espetador" (sem o "c") irá pronunciar-se [espetador] e não [espèquetador]; a palavra "frequente" (sem o "trema") irá pronunciar-se [frequente] e não [frecuente].

    Cumprimentos – Carlos Pereira
    grupo.paralaxe@gmail.com

  21. paralaxe diz:

    Obrigado por mais este comentário, Pedro Alves.

    O amigo Pedro não estará a confundir Português com Galego???

    A Língua Portuguesa já está afastada do Castelhano há muitos e bons anos…

    Cumprimentos – Carlos Pereira
    grupo.paralaxe@gmail.com

  22. lucas santana diz:

    A língua portuguesa está em grande expansão, atualmente a língua é muito conhecida, torço para que essa palhaçada de brigas entre países acabe. Sou brasileiro e não entendo também o porquê de alguns brasileiros demonstrarem piadas com nossos amigos lusitanos; eu agradeço a Portugal por ter nos colonizado.

  23. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Lucas Santana.

    É verdade que a língua portuguesa está em expansão, em grande parte devido à quantidade de falantes brasileiros; isso não se pode (nem se deve) negar.
    No entanto, seria bom que os brasileiros fossem um pouco mais ciosos da Língua Portuguesa; quer dizer, tivessem um pouco mais de respeito por ela e diminuíssem a tendência para a criação de uma outra língua, que eu costumo chamar de anglo-castelhano aportuguesado, e que, no futuro, poderá ser chamada Portunhol ou, eventualmente, Brasileiro.

    Quanto às piadas que os brasileiros inventam sobre os portugueses, são de pouca importância; aqui em Portugal também temos muitas sobre os alentejanos, e não é por isso que o nosso carinho e respeito por eles diminui. No caso do Brasil, as piadas contra os portugueses servem para cimentar a consciência de nacionalidade, num país que ainda é muito jovem (em comparação com Portugal) e ainda sente a "canga" da "colonização".

    Como repara, o termo "colonização" está entre aspas, porque, em boa verdade, os brasileiros não foram colonizados. A grande maioria dos brasileiros descende de portugueses, alemães, japoneses, africanos, etc. Os únicos que se podem sentir realmente colonizados são os índios, porque o foram de facto.

    Cumprimentos – Carlos Pereira
    grupo.paralaxe@gmail.com

  24. Jvmuller diz:

    Gostei do seu comentário, sou brasileiro e não estava de acordo com a reforma ortográfica. Mais isso jamais seria um motivo para botar comentários xenófobos num artigo de jornal, isso mostra a ignorância de certas pessoas! Infelizmente.

    Tenho muitos amigos portugueses e os respeito muito, do mesmo jeito que eles me respeitam e sei que nem todos têm essa mentalidade pobre, complexada; e daí, se o Brasil oferece dinheiro para Portugal, portugal não está na maior dívida e com muito desemprego?

    O Brasil nao está tratando de pisotear em Portugal; pelo contrário, por que perderíamos tempo com isso? Como somos irmãos e falamos o mesmo idioma, deveríamos nos aproximar mais uns dos outros e não criar mais rixas! Seja brasileiros ou portugueses!

    Por favor, vamos promover a paz!

  25. Josey Wales diz:

    Amigos portugueses,

    Sou brasileiro e estou preocupado com algo que li nestes comentáros: pelo que percebi, quando estiver assistindo a algum programa televisivo (sei que vocês abominam o gerúndio, desculpe!!) serei, afinal de contas, um telespetador, telespequetador, vez que esse ignominioso acordo fará cair o “c” da palavra espectador? Inobstante o ranço preconceituoso do autor do artigo, bem como as tentativas de arrefecer os ânimos (será que este acento caiu também….?) feitas por alguns luso-falantes (ops… vai hífen?) bem intecionados, acredito que as considerações aqui trazidas a lume, na verdade residem na dificuldade em mudar que certas pessoas apresentam. E com efeito, como já passei de uma certa idade, receio abandonar a língua que estudei, apenas por que o meu País resolve mudar 5% de sua ortografia para celebrar um acordo com um outro País cuja população é metade da população da Grande São Paulo.

  26. Homero diz:

    “Os brasileiros riem-se de nós” – Realmente, depois de ler esse texto estou rindo mesmo. Todo nosso sistema de telefonia e nossa rede hoteleira está na mão de empresas portuguesas e o camarada ainda reclama que o Brasil está colonizando Portugal. É triste saber que enquanto trabalhamos para criar um mundo mais justo e pacífico, tem gente que gasta tempo e inteligência para propagar o que os juristas americanos chamaram sabiamente de hate-speech para poder agir legalmente contra a ku klux klan. Se o senhor soubesse toda a riqueza cultural que existe no Brasil – e que sua imensidão supera em milhões de quilômetros o território dominado pelo tráfico no Rio de Janeiro (claro que para um europeu que nunca saiu do ovo é complicado ter noção de tamanha imensidão de terra) – o senhor saberia que os verdadeiros bandidos desse país estão não no Rio, em Salvador ou em São Paulo. Nem estão em favelas. Nem falam esse português do povo do qual o senhor reclama. Estão engravatados, em Brasília, criando barreiras linguísticas e propagando esse tipo de mentalidade como a sua, para impedir a união do povo e a verdadeira efetivação da democracia no Brasil.
    Recomendo-lhe um pouco de leituras de Darcy Ribeiro, João Ubaldo Ribeiro, Graciliano Ramos, Mário de Andrade (recomendo “Macunaíma”) para conhecer um pouco melhor desta banda de cá do Atlântico, antes de falar inverdades por aí. A propósito, se informe melhor sobre o acordo também. Pois como diz o próprio, foi ORTOGRÀFICO, ou seja mexeu apenas na grafia das palavras. Não na forma como pronunciá-las nem em seus significados. Até onde eu sei Latim não tem acento. Apenas foram retiradas algumas acentuações e foram modificadas as regras para a utilização do hífen. E garanto que o povo da favela nada tem a ver com isso, pois nem escrever muita gente lá sabe.

  27. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Homero.

  28. paralaxe diz:

    Amigo Homero,

    No meu agradecimento pelo seu comentário, faltou o meu comentário. Faço-o agora.

    Querer separar a fonética da grafia, é o mesmo que tentar separar a matéria da energia, ou as duas páginas de uma folha de papel: não se pode.

    É por causa da fonética que no Brasil se acentua o "e" da palavra "ideia" e se coloca o chapeuzinho no "o" da palavra "económico". E será por causa da ortografia que se passará a dizer [espetador] – não acentuada – em vez de [espèquetador] – acentuada e com "c" vocálico.

    E a prova disso está no próprio Acordo Ortográfico. Na palavra "ficção" o "c" não vai ser retirado. Porquê? Porque no Brasil se diz [fiquição]; por isso, o "c" carece…

    Cumprimentos – Carlos Pereira
    grupo.paralaxe@gmail.com

  29. Bormanico Pessoa diz:

    Não quero escrever “à brasileira” e também não me incomoda que os brasileiros não queiram escrever “à portuguesa”.

    Não misturem os povos e os políticos.
    Não misturem a situação económica de um país e o (des)Acordo Ortográfico.

  30. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Bormanico Pessoa.

    Cumprimentos,
    Carlos Pereira.

  31. Bormanico Pessoa diz:

    Carlos, a honra é minha.

    BP

  32. Bormanico Pessoa diz:

    A VERDADEIRA RAZÃO PARA O (des)ACORDO ORTOGRÁFICO: http://www.filologia.org.br/revista/artigo/5%2815

    "…grande parte da discussão em torno da ortografia da língua portuguesa – como, de resto, em torno da própria língua – redunda na tentativa de afirmação nacionalista de uma vertente brasileira do idioma, em franca oposição à vertente lusitana."

  33. paralaxe diz:

    É verdade que sim, Bormanico!

    Mas é preciso entender que o Brasil está no seu pleno direito de ter a sua própria língua, pois a língua, tal como a bandeira, o hino, a cultura, a Nação, são componentes essenciais para a afirmação de um povo e para a sua coesão.

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  34. Bormanico Pessoa diz:

    Carlos, não se trata de sonegar o direito de afirmação a ninguém, a nenhum país ou nação, mas pelo comentário infiro que não leu o texto ou não lhe deu a suficiente atenção.
    Permita-me sugerir respeitosamente que o (re)leia. é autêntico um acto colonial do Brasil sob o ponto de vista de toda a língua e restante Lusofonia e sobretudo de Portugal , que goste-se ou não, somos nós que temos a matriz da língua.
    E além de mais é um abastardamento da nossa escrita, quer sob o ponto de vista etimológico, fonético e até sintáctico.

  35. paralaxe diz:

    Concordo consigo Bormanico!

    Eu também não sou fã do Acordo Ortográfico. O que afirmei não tem a ver com a leitura do texto, são constatações históricas de todos os povos; se assim não fosse, nós portugueses ainda falávamos latim; e não falamos porque por um lado as línguas são dinâmicas, e por outro nós afirmámos a nossa independência em relação aos outros povos e nações.
    Mas uma coisa é o direito de cada povo ter a sua língua própria, outra coisa é a tentativa de imposição dessa língua (ou pelo menos de uma variante da mesma) nos outros países. Repare que os brasileiros (muitos…) pretendem ser "donos" da língua pela quantidade de falantes, e os portugueses (muitos…) pretendem ser "donos" da língua por terem sido a matriz. Na verdade, nenhum de nós é dono da Língua Portuguesa.
    O que me preocupa na variante brasileira da LP é a facilidade com que eles adulteram a língua, que é de todos, com o facilitismo com que criam palavras ditas "novas", que segundo muitos enriquecem a língua, mas que na verdade só a empobrece. Muitas delas são o aportuguesamento directo de palavras inglesas, para conceitos onde a LP já tem palavras que os define, como p.e. ticar em vez de marcar, deletar em vez de apagar, coalisão em vez de coligação, corte em vez de tribunal, etc. Além disso, usam demasiadas palavras castelhanas, como se o país que é do tamanho de mais de metade da AS tivesse sido fagocitado pelos seus vizinhos.
    Este facilitismo adultera a língua e não abona em favor de ninguém, nem a nós, nem a eles, a ponto de se inventarem palavras que não lembram ao diabo, como por exemplo as horríveis despiora e descumprir, que não fazem sentido nenhum.
    Acresce que a construção de muitas frases também é fraca do ponto de vista semântico, quer dizer o seu sentido é pouco claro, ou desvirtuado, ou incorrecto.
    A frase "morreu depois de se afogar" está errada (morreu por afogamento, morreu quando se afogou). A palavra chance é aplicada da mesma maneira para três conceitos diferentes: oportunidade, probabilidade, possibilidade. A palavra alimentícios é usada no sentido de alimentares (há produtos alimentares que não são alimentícios, quer dizer podem comer-se mas não alimentam). A palavra governista é aplicada no sentido de partido no governo, quando governismo quer dizer sistema de governo autoritário. A morte nunca está em risco, é sempre a vida que está em risco; mas eles dizem "risco de morte". Também não distinguem "falar" de dizer"; nós podemos falar sem dizer nada; é o que fazem os bebés quando aprendem a falar. Cantar uma música também não faz muito sentido. A utilização de hilário em vez de hilariante também está incorrecta; hilário quer dizer referente a hilo; o hilo é o ponto da superfície de um órgão ao qual se ligam os vasos sanguíneos ou linfáticos e os nervos.
    E por aí vai… como dizem no Brasil.

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  36. murilo diz:

    O que vai acontecer é se retirar as consoantes não pronunciadas. Em Portugal elas abundam e só existem por razões etimológicas, eles não as pronunciam. É apenas uma questão de lógica, a qual faltou ao autor do artigo. Houve uma padronização das ortografias, todas as línguas civilizadas e proeminentes do mundo têm uma uniformidade mais acentuada que a da língua portuguesa.

    O que talvez devesse ter sido feito era uma discussão mais aprofundada sobre essa padronização, pois inegavelmente deixou alguns furos (que não invalidam a acção).

    Portugal simplesmente fingiu que nada estava acontecendo e por isso o Brasil se uniu a dois outros membros da CPLP para implementar o acordo.

    O problema de Portugal é ter uma parcela substancial de gente antiquada que vive de exportar vinho e ouvir fado (apenas). Sem inovação, esse país continuará a estar na traseira da Europa. Não foi com essa mentalidade que descobriram e descortinaram o mundo no séc. XV.

  37. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Murilo.

    Permita-me tecer algumas considerações sobre o seu comentário:

    1 – Muitas das palavras com consoantes ditas "mudas", que o Murilo diz que não são pronunciadas, as consoantes são SIM pronunciadas em Portugal. Por exemplo, em "captura" nós, portugueses, pronunciamos "[capetura]" e não "[catura]"; em "facto" nós, portugueses, pronunciamos "[fáqueto]" e não "*[fáto]".

    2 – Para que a gramática de uma língua seja coerente, não se pode retirar a consoante dita muda, e deixar ficar noutra palavra da mesma família, com a mesma raiz. Como tudo na vida, a língua também tem regras. Não se pode dizer "nóis pega o peixe".

    3 – Em muitas palavras com consoante verdadeiramente muda, esta consoante está lá para reforçar o acento tónico. Na palavra "acção", a consoante muda existe para acentuar o "a" (acento grave); com o "c" nós, portugueses, pronunciamos "[àção]", caso contrário, pronunciaríamos "[ação[".

    4 – Dizer que os Portugueses são antiquados e que vivem só de vinho e de fado é uma ofensa ao povo português, é reducionista e manifesta um perfeito desconhecimento de Portugal.

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  38. Claudio diz:

    Que nada a ver essa matéria publicada. Se a massificadora maioria da variante portuguesa é a brasileira, do que reclamar?! O que falta aos portugueses? Humildade, principalmente em épocas de crise como esta.

  39. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Cláudio.

    Não percebo o que quer dizer com "Que nada a ver essa matéria publicada". Quer esclarecer melhor ?

    As maiorias nem sempre têm razão! O facto de mais de 200 milhões de brasileiros falarem e escreverem em Língua Portuguesa, não quer dizer que o façam bem…

    Massificar => Influenciar, orientar e uniformizar, através dos meios de comunicação destinados ao grande público, no sentido que convenha, a conduta do maior número possível de indivíduos.

    Provavelmente, quereria dizer "a esmagadora maioria" em vez de "massificadora".

    "Humildade" não é sinónimo de "subserviência", nem de "desleixo", nem de "junco" (que se verga pela acção do vento).

    As crises económicas, que a todos vão atingindo ao longo dos tempos, não obrigam, nem estão ligadas (NUNCA devem estar ligadas), a crises de valores. Valores humanos, valores sociais e valores culturais.

    Cumprimentos – Carlos Pereira

  40. Sônia diz:

    Nossa! Quando eu li o título do artigo pensei: Uh! deve ser interessante, mas quando comecei a lê percebi que se tratava apenas de um monte de asneiras e preconceitos baratos. Por favor xenofobia em pleno século XXI não dá. E me estranha muito um país que é o mais pobre da Europa falar mal do Brasil, me poupe dessa hipocrisia. Nada contra, mas o que me parece é que esse artiguinho não é nada menos que dor de cotovelo pelo Brasil ser a 7° economia e em breve será a 5°. Você disse que os problemas políticos não tem nada haver com o assunto, mas pelo que eu sei foi você que começou falar em assaltante e favelas discriminando assim o meu país. Agora você não acha que já há muita briga entre brasileiros e portugueses para você querer provocar mais uma? Se essa não era sua intenção, saiba que foi isso que provocou.

    OBS: Quando for escrever algum artigo pense antes de escrever.

  41. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Sónia.

    Independentemente das considerações do articulista Emanuel Janes e das suas razões para o refutar, chamo a atenção para o seguinte:

    1) Não se escreve "quando comecei a lê" mas sim "quando comecei a ler";
    2) "Economia" é uma palavra feminina; por isso, escreve-se 7ª e 5ª (com ª) e não 7º e 5º;
    3) "Os problemas" está no plural; assim, escreve-se "têm" e não "tem";
    4) "Não tem nada a haver" está incorrecto: escreve-se "não tem nada a ver";
    5) Em "começou falar" falta o artigo: escreve-se "começou a falar";
    6) Quando escrever um comentário, tenha mais cuidado com a sua redacção.

    Cumprimentos
    Carlos Pereira

  42. Daniel diz:

    " Que importância tem o acordo ortográfico para os povos da CPLP? Estes povos vivem numa pobreza quase extrema, para eles o acordo ortográfico não tem importância nenhuma "
    Quer dizer, as pessoas nao querem saber de certos assuntos porque sao pobres??? Se fossem ricos, ja se poderiam interessar???

    "Estes povos não têm escolaridade ou têm-na muito reduzida"
    E' igual aos nossos idosos que se gabam por ter a "quarta classe do tempo colonial…".

  43. Daniel diz:

    "Falta saber quem vai mandar na língua, embora suspeitemos de que serão os brasileiros."
    Achas que alguem "manda" na lingua? Achas que Portugal e' que manda na lingua agora?
    E qual o problema do Brasil assumir posicao principal na nossa lingua?
    Todos temos direito a participar, tanto nos, como os brasileiros, como os angolanos e todos outros. E se um dia, Marrocos entrar na CPLP, tambem tem o direito e o dever de participar.

    "Porque razão Moçambique aderiu à Comonwelth?"
    Porque faz fronteira com paises da Commonwealth. Mas nem por isso deixou de pertencer a CPLP.
    Porque razao a Guine (Equatorial) quer fazer parte da CPLP? Porque razao Portugal faz parte da Uniao Europeia? Etc, etc, etc…

  44. Daniel diz:

    "os brasileiros colocam nos bebés os nomes mais disparatados; por este caminho, ainda vamos ter portugueses a se chamarem “1,2,3 de Oliveira 5”"
    Pelo menos eles tem a liberdade de escolher os nomes que quiserem para os filhos deles, ja nos temos que usar os nomes de uma lista. Ou achas que podes dar nomes como Hans, Chris, Gianni, Pablo, Jean, Shirley, Alexis, etc aos teus filhos? E se calhar ainda achas que tens mais liberdade de expressao que os brasileiros…

  45. Marcos António diz:

    A língua portuguesa se enriqueceu no Brasil e se hoje tem ainda alguma expressão no mundo ela o deve ao Brasil e seus 200 milhões de habitantes. Uma minoria de pseudo-intelectuais portugueses a querer nos impor seus acentos inúteis, uma grafia obsoleta, e jactar-se de que o português vem do latim… Pelo amor de Deus, aceitem então igualmente que o português é o criolo do latim, e voltem a falar a língua de Cícero. Pedantismo puro.

  46. flavio diz:

    Nao gostei muito deste vídeo.

  47. Ricardo Henriques diz:

    Como português não me revejo em nada neste artigo e fico com pena de ser publicado num sítio que se intitula Hoje Lusofonia. Com artigos desses mais vale atualizarem o nome para Ontem Lusofonia…

  48. paralaxe diz:

    Obrigado pelo seu comentário, Ricardo.

    Como deve perceber, o artigo é provocatório e reflecte o mal estar de muitos portugueses (e também de muitos brasileiros) que não se revêem neste novo Acordo Ortográfico.

    A construção da Lusofonia não se faz só com rosas; faz-se também com espinhos. Pessoalmente já disse algures, e repito, que a vertente brasileira da Língua Portuguesa está a aproximar-se de uma língua que, no futuro, poder-se-á chamar Brasileiro, mas que eu classifico como Anglo-Castelhano Aportuguesado.

    Ainda recentemente foi levantada uma polémica no Brasil com a publicação de um manual escolar (legalmente autorizado pelo Ministério da Cultura) onde se dizia que se podia escrever "Nóis pega o peixe".

    O artigo faz parte daquilo que se passa na Lusofonia Hoje. E o seu comentário também…

    Cumprimentos, Carlos Pereira

  49. paralaxe diz:

    Para quem ainda não percebeu que o novo Acordo Ortográfico é polémico em todo o Universo Lusófono (incluindo o Brasil), aconselho a leitura desta notícia publicada no site Correio do Brasil : Senado deve voltar a debater acordo ortográfico

    Cumprimentos,
    Carlos Pereira

  50. Maria de Fátima diz:

    Ai,por favor. Me respondam uma coisa: o espanhol da maioria dos países latinos e o espanhol da Espanha são iguais? O holandês do Suriname e o Holandês dos Países Baixos são iguais? O francês do Haiti e de Quebec e o francês da França são iguais?

    Por favor; esses portugueses estão é querendo arrumar mais confusão para o nosso lado;

    O México é o maior país hispanófono,e nem por isso os espanhóis os chamam de assassinos faveleiros e drogados(embora haja, mas não são todos). Mais uma vez os portugueses mostram a xenofobia e o racismo que sentem pelo resto do mundo.

  51. Éricles diz:

    Pois é isso mesmo; os portugueses estão querendo mesmo é mais uma discussãozinha idiota com um país que é zilhões de vezes maior que o deles; eles abominam o gerúndio, problema deles. Eles têm a variante europeia da língua portuguesa; nós temos a variante latina (porque eu acho que o português brasileiro devia chamar-se Português Latino, assim como há o Espanhol Latino).

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